“ Nesta história vocês verão o que o destino pode fazer se usar toda sua força para mudar a vida de alguém. Neste caso, contarei a historia de uma família feliz, que tiveram suas vidas mudadas a partir do momento que decidiram fazer uma viagem. O que teria acontecido? Vocês ficarão sabendo agora. Boa leitura! “
Era quinta - feira véspera de feriado, pois na sexta seria o feriado. A família de Cíntia e Cristiane estava tomando o café juntamente com elas. Naquela família era Cíntia, a irmã Cristiane, o pai e a mãe. Tudo estava correndo muito bem quando o pai das meninas olhou para elas e disse que iriam aproveitar o feriado longo para viajar. Como fazia muito tempo que não viajavam, ele disse que viajariam naquela quinta - feira no final da tarde. Cíntia não gostou da idéia. Estranhamente ela disse que não queria ir, pois não estava com vontade de sair naquele dia. O pai e a mãe de Cíntia estranharam porque ao falar em viajar, Cíntia era sempre a primeira a comemorar a idéia. (O que teria acontecido com Cíntia que ela não queria ir?) A irmã de Cíntia, foi atrás dela até o quarto, e, como o pai delas já havia pedido que arrumassem as malas, Cristiane foi arrumar a sua. A irmã de Cíntia tentou de todo jeito convencer a irmã a viajar com eles, mas Cíntia se mantinha firme na idéia de que não estava com vontade de viajar naquele dia. Então, Cristiane irritada com a irmã por ser tão teimosa, foi para o outro quarto para arrumar sua mala. A mãe de Cíntia então, resolveu ir falar com ela. A mãe insistiu, ficou brava, discutiu, dizendo que sempre que eles viajavam, a família sempre ia junto, todos viajavam. Mas Cíntia estava ficando nervosa, pois ao mesmo tempo que não queria contrariar a decisão do pai, também estava vendo o seu lado, e a sua vontade. Se ela não queria viajar, os pais tinham que entender, era o que Cíntia estava pensando.
Então Cíntia deitou - se um pouco para relaxar, mas acabou pegando no sono e dormiu. A esta hora todos já estavam prontos para a viagem, quando Cíntia que estava dormindo havia sonhado com o carro de seu pai batendo de frente com outro carro. Ao momento que Cíntia deu um grito e acordou. Ela levantou - se, pegou sua mala e também foi saindo com a família para viajar, como se nada do que tinha dito sobre não ir viajar estivesse acontecido. No caminho, o pai de Cíntia e Cristiane estava alegre, conversando com sua esposa sem parar. Mas o que nenhum deles sabia, é que o destino as vezes é muito cruel com nós, seres humanos. De repente, o pai de Cíntia se assusta. Um veículo descontrolado invadiu a pista contrária vindo de frente para o carro em que estava a família de Cíntia. O pai de Cíntia tentou desviar, todos gritaram, mas o pai de Cíntia bateu de frente com aquele carro, fazendo com que ele saísse da pista e batendo no barranco no acostamento. Todos estavam desmaiados dentro do carro, pelo menos era o que parecia, menos uma pessoa, Cíntia. Ela não estava dentro do carro. Mas onde estaria Cíntia? Um pouco mais atrás do carro, cerca de 100 metros, lá estava ela deitada no asfalto. Cíntia havia sido jogada para fora do carro. Ela levantou - se, e foi até o carro da família para ver se estavam bem. Mas deparou - se com todos desacordados. Ela batia na janela do carro do lado de seu pai, gritando, batendo e nada de algum deles responder. Então Cíntia gritou bem alto e sentou - se na cama. Ela olhou para os lados e viu que estava sonhando. Era apenas um sonho, um simples sonho... ou não. Cíntia respirou aliviada.
Cíntia foi até a sala para ver se a família estava lá. Mas olhou na sala, nos quartos e nada. Foi até a cozinha e viu sua mãe e sua irmã entrando pela porta. Cíntia foi ao encontro delas dizendo se ainda iriam viajar, mas as duas não deram a mínima atenção. Elas estavam com uma expressão no rosto muito triste, muito chateadas. Cíntia refletiu se teria feito alguma coisa para que elas tratassem - na daquele jeito. Ela foi até a sala atrás das duas para saber o que tinha acontecido. As duas estavam no sofá conversando sobre um assunto que parecia ser sério, pois as duas estavam muito tristes. A irmã de Cíntia então, foi para o quarto. Cíntia sentou - se ao lado da mãe e começou a falar com ela. Cíntia falava, falava, e a mãe dela parecia que nem estava ali ao lado. Foi aí que Cíntia, chateada, levantou - se e foi para o quarto falar com sua irmã. Ela começou a falar, falar e Cristiane também não dava atenção. Cíntia começou a pensar se estavam assim por ela ter dito que não iria viajar. Ao que Cíntia começou a sentir - se muito sozinha, quando Cíntia viu sua mãe e sua irmã saindo pela cozinha com dois vasos de plantas em mãos. Cíntia então resolveu seguir as duas. Elas caminhavam caladas, sem comentar nada. Cíntia por sua vez também ficou em silêncio.
As duas entraram no cemitério. Cíntia foi atrás. (O que será que elas foram fazer ali no cemitério?) Perguntava - se Cíntia. As duas foram caminhando pelos corredores do cemitério até que pararam em frente á um túmulo. Cíntia então pensou; É isso, alguém conhecido morreu, e elas não quiseram me falar quem era, por isso estavam daquele jeito. Cíntia viu sua mãe e sua irmã chorando muito. Cíntia chegou mais perto para ver quem era. Quando Cíntia chegou em frente ao túmulo e olhou a foto em cima, começou a chorar também, pois era o túmulo de seu pai. A mãe de Cíntia colocou um vaso de planta ali e o outro no túmulo ao lado. Ao que Cíntia viu de quem era, começou a chorar mais ainda, pois pensava o seguinte: O acidente com o carro do pai tinha sido apenas um sonho, não poderia ter acontecido de verdade, ou será que era real? Cíntia pensou isso porque um túmulo era de seu pai, e o outro era o seu próprio túmulo!
CONTO 6
Certa vez, em um Hospital no Norte da Califórnia, um dos pacientes resolveu pular do andar onde ele estava. Bem, na verdade com a doença que ele estava, se fosse eu, também pularia. A doença que ele tinha era AIDS em fase terminal. Então, como esse paciente sabia que de qualquer forma ele morreria mesmo, resolveu por fim em sua vida.
Ele pegou uma cadeira que estava no quarto e jogou na janela, quebrando – a. Quando os enfermeiros ouviram aquele barulho, correram para ver o que era. Mas como o Hospital era muito grande, até eles encontrarem o quarto certo, o paciente já teria pulado.
O paciente não tinha força para mais nada, a última que restava usou para jogar a cadeira. Para subir na janela, foi o maior sacrifício, pois era alta e ele estava sem força nenhuma. Quando ele conseguiu subir, rezou um Pai Nosso, uma Ave Maria, fez o sinal da crua e pulou. O andar de aidético naquele Hospital era no 14º andar dos 22 que o prédio tinha.
Então, ele veio caindo, caindo, caindo, batendo nas janelas que estavam abertas, rodando, dando pancadas, até que bateu no chão. Todos que viram ele lá embaixo disseram:
- Esse só levanta por um milagre, dos grandes! E foi que aconteceu.
Depois de vir dando pancadas nas janelas que estavam abertas, bater no chão com tanta violência, o rapaz ainda se levantou e gritou:
- Deus existe, ele não deixou que eu morresse!!!
Desde aquele dia até hoje, ele ainda está internado, só que agora, em vez de ser para fazer tratamento da AIDS, era para ficar em observação, pois quando ele pulou, o seu corpo bateu com tanta força no chão, que o vírus HIV morreu estourado dentro de seu corpo.
Hoje, alguns anos depois que recebeu alta do
Hospital, esse jovem está em perfeita saúde, praticando esportes, cuidando de sua casa, junto com sua esposa e seu filho de 1 ano, etc.
Essa história não para dar risada, e sim, para refletir um pouco sobre o que Deus quer de nós aqui na Terra.
Mas uma coisa eu garanto, isso é pura verdade,
nada do que está escrito foi inventado, é tudo real.
Acredite se puder, ria se quiser.
André Nunes (14/maio/1998)
Às vezes, sozinho, tão bem acompanhado pelo silêncio da solidão, me pego pensando no que fazer quando se está sozinho. Por que não colocar um CD e ficar ouvindo música? Por que não conseguirei ouvir nada, pois o barulho do silêncio toma todo o espaço no ar. Não há mais tantos ruídos, tantos gritos calados que ecoam no vazio da sonoridade. De repente, resolvo escrever, resolvo acabar com aquele silêncio, aquela tranqüilidade. Subtamente, ponho uma fita de vídeo para rodar, sento - me no sofá em frente a TV, e começo a escrever com o som da fita, que de um show antigo de uma banda antiga chamada “King Crimson”. Hoje esta banda já não faz mais o som silêncioso que fazia antes. Então, continuo escrevendo ouvindo a música silenciosa que parecia nem existir naquele momento. Pois minha concentração estava toda voltada para o caderno, para a caneta, para o poema. Não encontrei uma saída para acabar com o tédio que tomavaconta de minha alma. Aquele silêncio, aquele ar pesado pelo barulho do nada, aquela monotonia que ficava cada vez mais presente naquele momento. A única solução encontrada foi pensar, pensar e pensar. Não existia pensamento, não existia o que pensar, pois eu estava sozinho, eu era único naquela sala barulhenta de silêncio. Resolvi então me conformar, pois realmente eu estava “Só, Pensando”.
OBS.:”Poema metafórico, de duplo sentido. Intensionado em passar para o leitor, a idéia de estar em “qualquer lugar” sozinho pensando qualquer coisa, ou, ficar em um “determinado lugar” somente pensando, mais nada”
Há muito tempo atrás, em uma cidadezinha no interior do mundo, vivia um povoado muito pacato chamado de “Aldeia dos Sossegados “, e lá, tinha uma menina muito bonita, alegre, sorridente com todos que moravam ali na aldeia, e com quem chegava. Essa menina, tinha um nome um tanto quanto estranho, ela chamava - se Luana Lua, e todos ali da aldeia diziam que a mãe dela, já falecida, colocou este nome na menina devido a uma homenagem que a mãe havia feito para a Lua.
Reza a lenda, que, se a mãe de uma menina colocasse nela o nome de algum astro celestial, a menina receberia em troca, toda a força e brilho do “astro”. Bem, parece que até aí funcionou, pois menina mais saudável, e com um brilho tão especial, ali não existia.
Mas o tempo foi passando e a menina começou a ficar estranha, pois toda noite saía para a floresta e só voltava na manhã seguinte, e o mais misterioso de tudo, é que ela chegava em casa e não dormia, dizia que tinha conversado bastante com sua mãe Lua, e que lá mesmo havia dormido, ao lado de sua mãe, a Lua.
Após alguns anos, Luana já uma moça, não perdera o costume de ir até a floresta e ficar lá a noite inteira, conversando com sua mãe Lua, segundo ela. Mas em uma noite, quando ela estava saindo para ir até a floresta, um amigo seu, disse que naquela noite ele iria com ela, pois queria ver como ela conseguia conversar com a Lua.
Chegando então no meio da floresta, onde havia uma enorme clareira, os dois sentaram - se no chão e começaram a conversar. Esperando que a Lua aparecesse para conversar com Luana Lua. Mas as horas foram passando e nada acontecia. O amigo de Luana Lua já estava começando a achar que ela estava mentindo, mas ela implorou para que ele acreditasse, pois era verdade que conversava com sua mãe, Lua. Mas o menino, seu amigo cansou, e quando ele estava indo embora, ela olhou para o alto e começou a chorar e resmungar baixinho:
- Por que fez isso comigo mamãe, porque não falou comigo hoje, por causa dele, foi? Agora, o que todos da aldeia pensarão é que estou ficando louca, tirarão sarro da minha cara. O que vou fazer? Acho que já está mais do que na hora da senhora vir me buscar como manda o destino.
Depois que ela acabou de falar para a Lua, ela virou - se e viu seu amigo em pé atrás dela. Ela olhou para ele e não disse nada. Quando foi passando ao lado dele, ele perguntou então:
- Como manda seu destino? O que quis dizer com isso? Vamos responda!!! Fale a verdade pelo menos uma vez na vida! Como manda seu destino?
- Sente - se aí, vou contar tudo pra você, mas deve me prometer que vai guardar segredo até o dia que você ver que deve contar, certo?
- Sim, eu prometo. Pode confiar em mim.
- Pois bem... Tudo começou logo quando eu nasci. Minha mãe era filha de índios, e os índios daquela época, tinham o costume de adorar as estrelas e a Lua. Os meus avós maternos, tinham enormes poderes sobre o tempo e sobre o universo. Quando minha mãe nasceu, ela foi prometida para a Lua segundo seu destino. Então, quando minha mãe era criança, ela tinha os mesmos costumes que tive na minha infância, continuando com eles ainda hoje. Mas minha mãe, nunca deixou que ninguém soubesse. Tanto é, que, quando ela morreu, na aldeia, quase ninguém ficou sabendo, a não ser eu, claro, você deve ter escutado falar da mulher desaparecida da aldeia, não é?
- Sim, minha mãe já me falou algo parecido... Mas que isso tudo tem a ver com você Lulu?( Lulu era como ele a chamava devido ao nome ter dois lus ).
- Bem, continuando, meus avós prometeram minha mãe para a Lua, quando ela desapareceu da aldeia, veio aqui para a floresta, nesta mesma clareira para que a Lua viesse buscá - la. Por isso venho aqui toda a noite, venho conversar com minha mãe que a Lua levou.
- Certo, certo, mas ainda não disse o que isso tudo tem a ver com você Lulu, você pode explicar, por favor?
- Tudo bem, agora você já sabe de quase tudo mesmo. Então vai, mas não se assuste, ok.?
- Ok! Pode começar a falar.
- quando eu nasci, nas minhas costas, vieram marcadas sete estrelas, formando uma constelação, de uma olhada...(ela se virou e ergueu a blusa para que ele pudesse ver as marcas) viu?
- Vi, mas ainda não consigo acreditar no que estou vendo!
- Essas estrelas, formando essa constelação, significa que, quando eu nasci minha mãe prometeu - me para as estrelas, como minha avó fez. Agora venho toda a noite aqui, para que minha mãe, me explique o que devo fazer quando chegar a hora de eu ir, entendeu?
- Espere aí, você está querendo que eu acredite nessa maluquice que você inventou?
- Sim, e espero que entenda também.
- Você deve estar ficando louca, primeiro diz que sua mãe é a Lua, agora que você vai virar estrela, ah, fala a verdade, é tudo invenção para me deixar preocupado não é?
- Não, é a mais pura verdade. Por que motivo eu inventaria uma história dessa, só para amedrontar você? Não, claro que não, é verdade, acredite!!!
O amigo de Lulu não disse nada e saiu rápido de perto dela. Ela então, sozinha, sentou - se no chão e começou a chorar, quando de repente sentiu uma mão em sua cabeça. Quando ela olhou, viu que era a sua mãe.
- Mamãe, a senhora veio!!!
- Sim minha filha, vim para te dizer que você fez a coisa certa, contando tudo ao seu amigo.
- Mas mamãe, agora sim que todos zombarão de mim na aldeia!
- Então a mãe de Luana Lua foi desaparecendo e falando:
- Não minha filha, não dará tempo de zombarem de você, fique pronta esta noite.
A menina desta vez voltou para casa no meio da noite, entrou em sua casa e deitou - se.
Como num passo de mágica, o quarto inteiro da menina iluminou - se. Ela olhou para seu corpo e notou que aquela luz vinha de si. Então, ela num último ato na Terra, pegou um lápis e um papel e escreveu. Após ter escrito, saiu pela janela flutuando e sumiu no céu transformando - se em um brilho, um brilho tão forte que olhando para as estrelas, a mais forte é ela, Luana Lua, a menina que havia se transformado em uma estrela.
Logo pela manhã, o amigo de Luana Lua, foi até sua casa, pois decidiu que deveria desculpar - se com ela. Mas ao entrar na casa, viu que Luana Lua não estava lá. Então, correu para a clareira na floresta, e nada de Lulu, foi então até o rio para ver se Luana Lua estava lá e também não a encontrou.
Voltou para a aldeia gritando:
- Luana Lua desapareceu também como aquela mulher!!!
Ao gritar isso, ele próprio se lembrou do que Luana Lua havia lhe dito, que logo aconteceria com ela o que aconteceu com sua mãe, como manda o destino!
Então ele resolveu procurar alguma pista em sua casa( de Lulu) até que entrou no quarto dela e viu o bilhete deixado por ela em cima da cama. No bilhete dizia: “ Se você deseja me encontrar, vá a clareira toda noite e olhe para o céu, a estrela que mais brilha, sou eu. Um abraço bem forte de sua amiga Luana Lua. “
Quando chegou a noite, ele foi para a floresta na esperança que ela estava ali, mas chegando na clareira se deparou com um forte brilho que vinha do céu.
Ele olhou para cima e falou:
- Desculpe Lulu, por não ter acreditado em você, pena que reconheci tarde demais.
Quando ele disse isso, a estrela brilhou mais forte, como um sinal de resposta. Ele ficou todo contente, que agora, vai toda noite na floresta para se encontrar com ele, a estrela.
André Nunes
Em muitos casos que acontecem na realidade
Existem aqueles inventados pelo povo
Existem aqueles com partes sim e partes não
Dificilmente existem os que sejam verdade.
Há várias formas de contar em fugir à realidade
Há várias formas de dizer sem maldade
Há várias maneiras de conseguir aceitar
Mas não aceitamos quando ouvimos a verdade.
Em muitas situações nos chamam de maldosos
Hora ou outra no ofendem com palavras de desigualdade
Acolhemos-nos dentro de si, prontos para responder
No qual ofendemos a pessoa sem querer, dizendo a verdade.
A maioria dos seres humanos não te oportunidade
De dizer durante uma conversa a realidade
O medo de ofender é muito grande
Quando se diz a verdade.
Penso da seguinte maneira frente a uma dúvida
Se não digo o que devo dizer, ficaria na mentira.
Despertando na pessoa talvez, a desconfiança, a ira.
Pois nada é pior do que viver coberto pela mentira
Por esse motivo não preocupo com consequências
Quando o assunto exige um pouco mais de lealdade
Eu posso até sair machucado interiormente
Mas eu sempre estarei do lado da verdade.
André Nunes - (30/09/2010)
Subitamente passo a pensar
O que é melhor? Ser amado ou amar?
Expressando em cada gesto, um jeito só seu,
Confundindo meus pensamentos, entre você e eu.
Sentimento tão cruel, que machuca sem perdão,
Mas que perdoa com sabedoria um sofrido coração
Na esperança de encontrar você ponho-me a olhar
Como é belo o infinito, vendo você chegar.
Entre um amor e outro, esse coração incerto,
Apaixona-se ás vezes, sem saber se é correto,
Sem pensar o quão perto está
Sem saber o que dizer, sem saber a quem amar.
São várias as divisões impostas
De muitas que já passou
São várias as amantes de quem se gosta
Foram muitas que passaram, mas só uma que ficou.
Se pudéssemos voltar atrás
E consertar tudo aquilo que se quebrou
Trocar as idas pelas voltas
Deixar ficar o que passou
Sentir seus beijos um pouco mais
Não permitir que se apaixone, jamais.
André Nunes - (05/10/2010)
Estou preso a este mundo, surpreso,
Quero me soltar e sair, ileso,
Meus movimentos para tal são lentos,
Meus pensamentos sem igual, atentos.
Prestes a estourar, esta bolha de sonhos,
Simples me desconectar, deste mundo, medonho.
Procurando um caminho mais curto, ouvindo,
Que alguém lá na frente me grita, estou saindo!
Porque será que eu não consigo, me evadir?
Tantas pessoas que sofrem também estão, querendo sair,
Tudo ao redor para de repente neste mundo, imaginário,
Não consigo visualizar como seria um outro, cenário.
Sem resposta, sem pergunta, sigo para a saída,
Terei que procurar a chave da porta de uma nova, vida.
Sem alternativas me desoriento, por quê?
Sem respostas me pergunto o que?
Faço as perguntas sempre para uma mesma, resposta,
Respondo sem pensar às perguntas, opostas.
Volto sozinho comigo a pensar, em quê?
Se o que tenho para pensar me faz querer,
Sair dessa ilusão por uma porta verdadeira,
Entrar na decepção de uma vida inteira.
Cansei, estou exausto de toda essa viagem,
Não quero mais o caminho curto, para sair,
Continuo olhando para as paisagens,
De um lugar inimaginável, onde vi,
Pois sairei daqui, por um caminho oculto,
Uma nova passagem.
André Nunes - (23/09/2010)
Inesperadamente me vem à mente
Não estou pronto para o inesperado
Sei que consigo conduzir meus pensamentos
Sei que não fica nada de lado
Corro atrás desse sopro
Consigo bem perto chegar
Não posso tocar nem sentir
Mas com a mente agarrar
Sozinho, sou mais um pelo instinto.
Não tenho porque dividir
A vontade que invade meu corpo
Domina meus sentimentos, mas não sinto.
Voltando à monotonia da vida
Por tão grande fracasso
Não consegui o que queria
Agarrar um sopro de mente no espaço.
Descansado percebo a vontade
De estar de novo em seus atos
Vontade essa que me corrói
Vontade essa que me desfaço...
Procuro outra vez em seus beijos
Aquilo que à mente me veio
Encontro de novo seu sopro
Retorna mais forte em mim seus desejos.
André Nunes - (16/09/2010)
De passo em passo eu vou caminhando
Ao passo que também vou chegando
Com brisas e reprises de brisas no rosto
Eu me coloco a caminhar mais um pouco
De repente sem esperar,
Uma pedra consegue me derrubar
Rapidamente levanto-me
Já não sei para que lado devo continuar.
Em meio a uma dúvida do ir e vir,
Me desespero com tamanha demora
Uma simples resposta à tão inconsciente pensamento
Repenso várias vezes, estou perdido agora.
Recomeço então a caminhada
Mais devagar, mais cauteloso,
Olhando bem ao que vejo pela frente
Com cuidado para que outra pedra não me derrube de repente.
Estou ficando cansado
Começo os passos parar,
Não sei se estou no fim da caminhada
Mas sei que vou continuar indo...
Sempre na mesma estrada.
André Nunes - (09/09/2010)
Não tenho porque pensar, que este não é meu lugar
Fico muito BM onde estou, sem saber de onde venho
Sem saber pra onde vou.
Sigo em frente com cuidado, com calma, tranqüilo
Nunca olho para trás, pra saber o que foi aquilo
O inesperado nos persegue, sempre quieto, oculto
Sinto que não estou só, sinto sempre um vulto
Se olho para trás, vejo meu futuro se passando,
Olhando para frente, o meu passado voltando
Apesar das inesperadas quebras do dia-a-dia
Estou sempre contente comigo mesmo, sempre alegria
Brinco, converso, sorrio, sempre... sempre
Porque problemas, onde soluções não resolvem
Para que preocupar-se, elas assim não somem
Seguindo adiante vou...
Não paro com os obstáculos, não desanimo
Caminho...
Nesta caminhada, minha, sua, nossa
Vou... Alegre, feliz
Pois a cada obstáculo, vejo a luz
Sou eu e mais ninguém
Estou sempre assim, minha vida preferida
Estou sempre assim, de bem com a vida.
Andrezinho (14/06/2010)
Em busca de um futuro melhor, segue – se o caminho; pessoas tristes, magoadas com a vida, pobre, com fome e muitas outras desgraças que a vida pode trazer a uma pessoa desempregada.
Mas pelo mesmo caminho segue também aquelas pessoas bem sucedidas, fortes de espírito, alegres por terem conseguido vencer na vida.
As duas multidões de pessoas vão pelo mesmo caminho, apesar da diferença de classe social. Todas essas pessoas estão procurando a mesma coisa, ”o futuro“.
Aquelas pessoas que são fracas de espírito, pobres de mente e não têm tanta esperança em vencer na vida um dia, nem adianta querer acompanhar aquelas que já venceram, e estão agora querendo alcançar algo além de seu limite. E nunca desistem, nunca perdem a garra e a esperança de que “um dia“ chegarão lá.
É por isso que eu digo: - Tenha fé, acredite que um dia o que você tanto quer, você irá conseguir.
Pois uma coisa é certa, tudo o que nós queremos, nós conseguimos. Basta que o seu desejo de vencer seja puro e confiante em si. Nesse mundo nada, nada é impossível. Existem as coisas que não estão ao nosso alcance por falta de condições financeiras, mas não é impossível conseguir tal coisa.
Se você quer ser um vencedor, uma pessoa de pleno sucesso, tanto financeiramente como espiritualmente, basta você acreditar firmemente naquilo que você deseja conseguir ou alcançar.
Pense nisso, a esperança sempre será a última que morre, e enquanto você tiver “FÉ“ em si, ela sempre existirá.
Andrezinho (06/03/1998)
Quando sinto-me sozinho
Lembro-me de ti com saudade
Somente tu davas-me carinho
Somente ao teu lado tinha liberdade. - 01/11/2002
======================================
O amor cego é como um punhal
Você não enxerga mas ele te vê
Ele só te faz bem, não mal
Somente nele você crê. - 01/11/2002
=======================================
O que fizeste com teu amor?
Desapareceste assim tão quieto
Sofreste uma grande dor
Mas de amor continuaste repleto. - 01/11/2002
=======================================
Uma vez perguntei à uma margarida
Por que choravas o bem-me-quer?
Respondeste que era porque
Não eras mais bela que uma mulher. - 01/11/2002
=======================================
Ah, mulher doce muher
Porque me fazes sofrer assim?
Sabes que por ti aceito o que vier
Sabes que por ti esqueço de mim. - 01/11/2002
=======================================
Passe o tempo que passar
Você eu jamais esquecerei
Por toda a vida eu vou te amar
Tanto quando te encontrei. - 01/11/2002
=======================================
Se existe outra vida
Após esta encarnação
Então quero ir para o outro lado
E continuar minha paixão. - 01/11/2002
======================================
Na calada de uma noite
Escura, fria e sombria
Alegro-me ao te encontrar
Pois para mim você sorria. - 01/11/2002
======================================
A arte de cantar é uma dádiva,
A arte de ouvir não é uma dádiva,
e sim um prazer. - 01/11/2002
======================================
Todos que zombam de mim no presente,
me servirão e se ajoelharão
do mesmo num futuro próximo. - 03/11/2002
=======================================
Nunca tenha medo nem vergonha da derrota,
pois é sendo derrotado que se cria forças
para alcançar a vitória. - 03/11/2002
=======================================
Ser perdedor, é não levantar a
cabeça para chegar a vitória. - 18/11/2002
=======================================
Quando olho para o horizonte, reflito,
quando reflito, é porque estou
olhando para o horizonte. - 18/11/2002
=======================================
Quanto mais o tempo passa, mais eu sinto
que estou vivendo; quanto mais eu vivo,
morro gradativamente. - 18/11/2002
=======================================
Não são loucos os que vão internados,
e sim, os que os internam. - 18/11/2002
======================================
Não pense que as paredes possuem ouvidos,
pois elas são feitas de tijolos e concreto. - 18/11/2002
======================================
Amizade é algo fácil de conseguir,
mas difícil de conquistar. - 19/11/2002
======================================
Ao nascer o Sol surge a claridade,
ao conhecer novas pessoas,
nasce nova amizade. - 19/11/2002
======================================
Por mais errada que a mulher esteja,
ela sempre estará com razão;
Por mais defeitos que tenha,
será sempre a perfeição. - 19/11/2002
======================================
A beleza de uma mulher morena,
é a inteligência de uma loira;
A beleza de uma loira,
é a inteliência de uma morena. - 19/11/2002
======================================
Às vezes uma história pode começar,
quando parece estar no fim. - 19/11/2002
======================================
Quer destruir uma pessoa,
diga-lhe-a que seu sonho acabou. - 19/11/2002
======================================
Se pensares que a esperança
é a última que morre,
é porque acaba de nascer a tristeza. - 19/11/2002
======================================
Não chore por uma má notícia,
apenas agradeça. - 19/11/2002
======================================
Não sejas derrotado,
levante a cabeça e siga em frente. - 19/11/2002
=====================================
O poder do pensamento positivo
pode mover montanhas;
o poder do pensamento negativo,
ás vezes, pode derrubá-las. - 19/11/2002
=====================================
Sou forte, pois “eu sou, eu posso”. - 19/11/2002
=====================================
Se há uma pedra em seu caminho,
é porque “um alguém” colocou-a,
tente passar por cima dela
mas não tente movê-la. - 19/11/2002
=====================================
Na ânsia da vitória,
a derrota sempre vence. - 21/11/2002
=====================================
Se olhares no espelho,
e não vires a tua imagem,
Talvez seja porque o sonho não acabou. - 21/11/2002
=====================================
O que o amanhã pode oferecer,
quando não esperamos muito do futuro. - 21/11/2002
=====================================
Pra que preocupar-se com o fim,
se podemos ter um novo começo? - 21/11/2002
=====================================
A criatividade é um estado de espírito,
e não um dom. - 21/11/2002
=====================================
Quando somos criança
Não ligamos para os idosos
Sem saber que a opinião deles
Em certos assuntos são valiosos
Em exemplo os nossos avós
Que queira ou não nós “maltratamos”
Nos arrependemos em seguida
Afinal nós os amamos
Quando não damos atenção a um idoso
Estamos sendo egoístas
Pois o porquê está em nossas vistas
Podendo ser então perigoso
Uma pessoa mais velha
Sempre tem muito a nos ensinar
Seja para fazermos ou mesmo escutar
Sem obedecer, fazemos o que der na telha
Digo a todos que aqui estão
Ouçam, preocupem-se e obedeçam
As opiniões, dicas, conselhos de nossos avós
Pois ao fazermos alguma coisa
Nunca estamos sós
Eles nos acompanham
Em sua enorme sabedoria
E nunca se esqueçam
Seremos velhos também
Um dia... ou não?!
Andrezinho (14/04/2003)
No começo deste mundo,
Não existia nada.
Pois o nada veio de longe,
O que não resolveu nada.
Eu pensei que quase sempre,
Não pensava sempre em tudo,
Pois para existir o tudo,
Primeiro existiu o nada.
O nada gera o quase,
O quase gera o sempre,
O sempre gera o tudo,
E o tudo gera a nada.
Se tudo fosse sempre,
E sempre fosse quase tudo,
O nunca seria surdo,
E o hoje seria mudo.
De tudo que existe hoje,
Quase nada existia,
Pois o nunca só vinha à noite,
E a noite depois do dia.
Passamos nossa vida na claridade,
E contamos 12 horas seguidas,
Entramos de cara nas trevas,
Nas outras 12 horas perdidas.
A vida sempre quase é nunca,
E nunca sempre é quase nada,
Pois tudo vem do quase sempre,
Sempre do quase nada.
Começo a vida do nada,
E sempre vivo de tudo,
Pois o homem vive do tudo,
Que um dia vira o nunca.
Quando quebro as barreiras,
Da vida, do sempre e do nada,
Tudo vira o quase nunca,
E nunca vira nada.
Nesta minha poesia,
Eu falo sobre minha jornada,
Descubra do que estou falando,
Do sempre, do tudo, do quase, do nunca ou do nada.
Se você entende poesia,
Não me pergunte então,
Porque falo desse jeito,
Sem muita explicação.
Se o quase vem de tudo,
E o sempre vam do nada,
O nunca virá do quase,
E o sempre-tudo virá do nada.
Para raciocinar isto,
Tem que ter a mente aberta,
Para entrar o sempre, quase-tudo,
O nunca e o quase-nada.
Na vida os obstáculos,
Sempre aparecem do nada,
Quase acabam com tudo,
Nunca destroem nada.
No final desta poesia,
Vou explicar essa jornada,
É que o tudo, quase sempre,
Nunca deu em nada.
Andrezinho (04/05/1997)
“Por mais longe que você esteja
Não paro de pensar em ti nem um minuto
A vontade, o desejo de estar ao seu lado
Sempre foi, sempre é e sempre será
Mais forte do que tudo
Mesmo no meu interior sabendo
Que você nunca vai me dar bola
Eu assim continuo sofrendo
Com a mente confusa: não sabe se ri,
Ou se chora.
Mas vida é longa, e o mundo é pequeno
Meu amor por você, é enorme, só vendo
Não vou desistir, isso é certeza
Por enquanto me satisfaço,
Olhando somente pra sua beleza.
Sei que você um dia,
Irá olhar pra mim com outros olhos
Nesse dia pode ter certeza,
Minha mente não irá confundir – se, eu choro.
À você meu grande amor
De nome assim tão “secreto”
Porém, muito falado e conhecido
E que está sempre por perto
E que um dia quem sabe
O amor que tenho por você falará mais alto
E seu nome assim então descoberto”.
Andrezinho
Do jeito que está, onde iremos parar?
Pensamos em nos destruir, talvez, sei lá!
Mas se formos refletir, ou pararmos para pensar,
Onde iremos chegar?
A vida como sempre, tenta nos destruir,
O que precisamos então, nos unir?
Estaremos prontos para combater ou desistir?
E se formos derrotados, como iremos reagir?
Será que não vivemos em harmonia?
Quem nos controla, o hipócrita ou a hipocrisia?
O que nos domina, o melancólico ou a melancolia?
O que nos proteje, o valente ou sua valentia?
Desistiremos então, sairemos para celebrar?
Morreremos de tristeza e deixaremo - nos acabar?
Viveremos sempre com a culpa, de a batalha terminar?
Ou continuaremos lutando, até nossas “guardas” baixar?
Se vencermos a vida, continuaremos a “banir”?
Levantaremos sempre alegres, e sempre a sorrir?
Olharemos para o mundo com vontade de partir?
Ou seremos sempre escravos, sem ter onde existir?
Nessa luta que travamos, sempre iremos vencer?
Lutaremos até o fim sem nos recolher?
Passaremos de estágio, sem ao menos perceber?
Ou veremos nossa derrota, sem saber o que fazer?
Viva eternamente, pense no futuro,
Siga corretamente, não fique em cima do muro,
Seja você mesmo, amanhã será sempre outro dia,
Talvez, então, você saia dessa monotonia!
Andrezinho (17/12/2000)
Aconteceu comigo
Amei uma pessoa
Que me deixou
Em perigo.
Tentei deste amor
Me livrar,
Mas não consegui
Pois continuei a amar.
Senti - me preso
Estava completamente
Amarrado,
Tentei soltar - me
Acabei machucado.
Não existe neste mundo
Dor maior do que a
Dor do coração,
Quando pensa que se foi
Instala - se de novo então.
Talvez ame de novo
Mais devagar, é claro!
Controlarei meu amor
Não sentirei nenhum estalo
Terminarei quando quiser
Talvez acho difícil, mas falar, eu falo.
Andrezinho
Quando eu morri, eu não vi
Eu não vi que estava com os pés molhados
Molhados o suficiente para me resfriar
Resfriar pra quê, se eu morri, e nem vi?
Nem vi também o tamanho da fila que me seguia
Me seguia para onde eu estava indo
Indo pra bem longe, num lugar onde tudo se pode
Se pode sorrir, chorar, cantar, viver...
Por qual motivo será, eu morri?
Eu morri por vários motivos corretos
Corretos, incertos, concretos
Concretos tanto quanto meu túmulo
Túmulo do qual agora faço parte
Parte de mim se foi, parte se vai
Se vai pra muito mais perto de ti
TI, ó meu PAI.
Meu PAI que dos céus me guia
Me guia pro caminho certo, mas do lado errado
Do lado errado sigo complexado
Complexado com o que virá depois
Depois da Aurora dos tempos, e que tempos...
Tempos esses que me fizeram feliz
Feliz até o ponto em que eu me fui
Fui por vontade própria, sem obrigação.
Ás vezes olho pro céu e me vejo a vagar
Vagar por todo esse infinito
Infinito Céu, infinito amor, infinita vida
Vida que não vale muito mais que um copo d’água
Água que sem ela não vivemos, por isso, vida
Vida que queremos ter saudável
Saudável, feliz, plena, sóbria, vida
Vida, que viva sem ela, que viva por si... só.
De repente me volto para o chão
Cá estou eu de novo, vivo, e vivendo
O que será que foi isso, um devaneio
Um sonho, imaginação, vertigem??
As respostas, como sempre estarão no mesmo lugar
No fundo d’alma, perto do coração
Como fazer para descobrir qual seria essa resposta
Só de uma forma podemos conseguir
Vivendo, colhendo, e morrendo em seguida
Mas garanto que eu nunca vi, Quando Eu Morri.
Andrezinho (16/03/2009)
Há muito tempo atrás, em uma tribo de índios, que até hoje ninguém ouviu falar deles, um fato muito interessante ocorreu por lá. Aconteceu que, perto daquela tribo, existia um rio que, segundo a lenda contada pelos índios, “corria” ao contrário, subindo pela cachoeira ao invés de descer. Isto contribuía para que todos da tribo vivessem sempre querendo saber o que havia acontecido para aquele rio ter começado “correr” ao contrário.
Bem, a história que conta a lenda, diz o seguinte: “Em uma outra tribo de índios que ali existia, aconteceu uma coisa que transformou - se num mistério durante vários anos. Uma índia chamada Jubiara, quando criança, sempre teve a liberdade de brincar com os indiozinhos ali da tribo. Mas todos os índios e índias dali, percebiam que Jubiara tratava diferente um único índio, que se chamava Jandiro. O tempo foi passando e Jubiara foi se tornando uma índia linda, e Jandiro seguiu o mesmo caminho tornando - se o índio mais cobiçado pelas índias da tribo. Mais tarde Jubiara tornar - se - ia a mais bela índia que já existiu por ali, causando o despertar dos índios, principalmente Jandiro.
Depois de alguns anos, os pais de Jubiara e Jandiro resolveram que os dois deveriam se casar, pois já estavam gostando um do outro há muito tempo, desde a época de criança.
Depois de muita conversa entre os índios pais e índios filhos, ficou decidido que os dois deveriam casar - se. O pai de Jubiara a ela se queria realmente casar com Jandiro. Ela, respondeu chorando(de emoção), que era tudo o que mais queria na vida! E quando o pai de Jandiro perguntou se ele queria se casar com Jubiara, ele nem pensou para responder, claro que quero, eu adoro aquela índia. Então os dois casarão amanhã (disse o pai de Jandiro), com festa na tribo para todos. Foi o que disseram os dois índios pai.
No outro dia, os dois se casaram e foram para a cabana(oca) que haviam feito para eles morarem. Ali, Jubiara pôde dizer o quanto gostava de Jandiro, desde quando eles brincavam quando eram crianças, Jandiro por sua vez, disse a mesma coisa.
Bom, o temo passou, passou, e Jubiara já bem mais velha, mas ainda a índia mais bonita da tribo, estava amando Jandiro de tal forma que não sabia onde colocar tanto amor, pois em seu coração já estava transbordando. E Jandiro também, estava amando ela com toda sua força. Depois de alguns anos mais, Jandiro tornou - se o maior guerreiro que existia na tribo, um índio forte, bravo, e acima de tudo, o melhor lutador da tribo, e da aldeia.
Certo dia, o índio observador voltou correndo da floresta, chamando por Jandiro, Jandiro saiu de sua oca correndo e foi ao encontro do índio observador que foi logo falando:
- Jandiro, a selva tá sendo destruída por caraíbas, homens brancos estão botando fogo em tudo, e derrubando árvores, vamos, temos que fazer alguma coisa!!!
Jandiro pediu para que o índio observador ficasse na aldeia e que ele iria sozinho porque poderia ser muito perigoso. Então ele entrou em sua oca, pegou seu arco e suas flechas, deu um beijo em Jubiara e partiu dizendo a ela que logo ele voltaria. Quando ele saiu, ainda era manhã.
Quando ele chagou ao centro da floresta, viu os homens cortando algumas árvores e queimando outras, o que deixou o índio irado. Jandiro pulou na frente dos homens dizendo para que fossem embora em paz. Mas os homens começaram a rir do índio! O índio não gostou e partiu para cima deles. Mas o que o índio guerreiro não sabia é que os caras - pálidas estavam armados com espingardas e revólveres. Ao que o índio parou na frente de um dos homens, este sacou uma arma e deu três tiros que foram certeiros. Os três tiros pegaram no peito, matando o índio Jandiro. Depois de matar o índio, um deles disse:
- Vamos embora, ele está morto!!!
Na aldeia, escutaram o barulho do tiro, o que fez com que Jubiara saísse correndo ao encontro de “seu” índio. Quando ela chegou ao lugar onde os homens estavam, deparou - se somente com Jandiro caído ao lado de seu arco-e-flecha.
Jubiara aproximou - se e notou que seu índio, o seu Jandiro que ela amava estava morto. Então ela começou a chorar, chorar, que na aldeia ouvia - se os gritos de lamentos de Jubiara. Isso fez com que nenhum índio fosse até a floresta. Jubiara chorava tanto que suas lágrimas começaram a fazer uma poça em uma valeta que tinha ali ao lado. Jubiara chorou ali o dia inteiro, a noite inteira, a semana inteira, o mês inteiro, o ano inteiro, e ao fim de 1 ano, Jubiara se deu conta que o índio Jandiro já tinha ido embora com o rio de lágrimas que havia formado pelo seu choro.
Quando ela viu aquele rio, sem seu índio, achou que não tinha mais razão para viver, então pulou no rio de suas próprias lágrimas! E como ela não sabia nadar morreu afogada.
Deus viu tudo aquilo, toda aquela prova de amor, que resolveu transformar o rio em uma prova do tinha acontecido. Então Deus usou todo seu poder e fez com que o rio começasse a “correr” para o lado contrário de uma montanha de onde era para descer uma cachoeira. Ao invés dessa cachoeira descer, agora ela subia.
E foi assim que aconteceu na aldeia onde perto existiu um rio que corria ao contrário, formando uma cachoeira que sobe ao invés de descer.
Se vocês tiverem alguma dúvida desta lenda, vá a tribo dos Yanomamis e pergunte ao cacique da tribo, ele te dirá como tudo aconteceu, ou seja, como eu contei aqui nesta história.
Andrezinho